Pectus Excavatum (Depressão do Esterno)
Correção do pectus excavatum
Preenchimento da depressão esternal com uma prótese de silicone adaptada ao defeito
O que é?
A correção de casos graves de pectus excavatum — depressão do esterno na zona média do tórax — é geralmente realizada na infância em centros especializados. Existem, no entanto, casos mais ligeiros que não provocam compromisso funcional, mas alteram o contorno do tronco e podem causar desconforto social e psicológico.
Atualmente, é possível melhorar substancialmente estes casos com uma prótese de silicone adaptada à forma do defeito. A prótese preenche a depressão, tornando o tórax mais regular, e é colocada através de um túnel criado por baixo da pele. O preenchimento com enxerto de gordura (lipofilling) pode melhorar o resultado final, aumentando a espessura dos tecidos sobre a prótese.
Procedimentos que se podem associar
Perguntas frequentes
Respostas às dúvidas mais frequentes sobre o pectus excavatum e a correção do contorno torácico com prótese.
O que é o pectus excavatum?
É uma deformidade da parede torácica em que o esterno fica deprimido, criando uma concavidade na zona central do tórax. A profundidade e o impacto da deformidade variam de pessoa para pessoa.
O pectus excavatum pode causar sintomas físicos?
Nos casos ligeiros pode existir apenas alteração do contorno do tórax. Nas formas mais marcadas podem surgir falta de ar, dor ou pressão torácica, palpitações, cansaço e menor tolerância ao exercício, sobretudo quando existe compressão do coração ou limitação da expansão pulmonar.
Que avaliação pode ser necessária antes de escolher o tratamento?
A avaliação começa pela história clínica e pelo exame do tórax. Quando a depressão é marcada ou existem sintomas, podem ser necessários exames como radiografia ou tomografia computorizada, eletrocardiograma, ecocardiograma, provas de função respiratória ou teste de esforço.
Quando deve ser considerada uma avaliação por cirurgia torácica?
É particularmente importante quando há sintomas, deformidade moderada ou grave, progressão da depressão ou suspeita de repercussão cardíaca ou respiratória. Nestes casos, o objetivo pode ser elevar estruturalmente o esterno, e não apenas preencher o contorno.
Em que casos pode ser considerada uma prótese de silicone?
Pode ser uma opção em casos menos graves, sem compromisso funcional relevante, quando o principal objetivo é preencher a depressão e regularizar o contorno torácico. A indicação depende sempre de avaliação individual.
A prótese corrige a posição do esterno?
Não. A prótese preenche a depressão e melhora o contorno externo do tórax, mas não eleva o esterno nem trata uma eventual compressão cardíaca ou pulmonar. Quando existe compromisso funcional, é necessária avaliação por uma equipa especializada em parede torácica.
Como é colocada a prótese?
A prótese de silicone é adaptada à forma do defeito e introduzida através de um túnel criado por baixo da pele, de modo a preencher a depressão do tórax.
O lipofilling pode ser associado à prótese?
Sim. O enxerto de gordura pode aumentar a espessura dos tecidos que cobrem a prótese, suavizar transições e contribuir para um contorno mais regular.
Quanto tempo dura a cirurgia e que anestesia é utilizada?
A duração indicada é de cerca de uma hora e meia e a intervenção é realizada sob anestesia geral.
É necessário internamento?
Habitualmente está previsto um dia de internamento, embora alguns casos possam ser realizados em regime ambulatório.
Onde fica a cicatriz?
A cicatriz é horizontal e fica na linha média, na zona de transição entre o peito e o abdómen. Ao longo dos meses tende a aproximar-se da tonalidade da pele circundante e a tornar-se menos percetível.
Quando é possível regressar ao trabalho e ao desporto?
O regresso ao trabalho pode ocorrer em cerca de cinco a sete dias, desde que não envolva esforços. A atividade desportiva pode, em geral, ser retomada a partir das seis semanas, de acordo com a evolução clínica.
É necessário usar uma cinta compressiva?
A utilização de uma cinta compressiva no tórax é recomendada. A duração deve seguir a indicação individual da equipa, de acordo com a evolução após a cirurgia.
Quais são os principais riscos da correção com prótese?
Podem ocorrer inchaço, nódoas negras, seroma, hematoma, infeção, extrusão ou deslocamento da prótese e cicatrização excessiva. Algumas complicações podem exigir tratamento adicional ou nova intervenção.
O resultado é permanente?
A correção é concebida para ser de longa duração, mas não é possível garantir que nunca seja necessária outra cirurgia. Contractura capsular, infeção, deslocamento, dor persistente ou alterações do contorno podem justificar vigilância ou revisão futura.
A informação apresentada é geral e não substitui uma avaliação médica individualizada.