Sindactilia
Correção da sindactilia
Separação cirúrgica dos dedos unidos
O que é?
A sindactilia é uma das doenças congénitas da mão e do pé mais frequentes. Corresponde à união parcial ou total dos tecidos moles de dois dedos, podendo também envolver o osso e a unha desses mesmos dedos.
O tratamento consiste na libertação do espaço entre os dedos. É frequentemente necessário um enxerto de pele, que pode ser colhido do cotovelo, braço ou virilha.
Perguntas frequentes
Respostas claras às dúvidas mais frequentes sobre a sindactilia, a avaliação e o tratamento.
O que é a sindactilia?
A sindactilia é uma condição congénita em que dois dedos estão unidos por tecidos moles. A união pode abranger apenas parte do comprimento dos dedos ou estender-se até à extremidade.
A sindactilia pode afetar as mãos e os pés?
Sim. Pode ocorrer nos dedos das mãos ou dos pés. A avaliação e a necessidade de tratamento dependem dos dedos envolvidos, da extensão da união e do impacto funcional.
A união pode envolver também o osso e a unha?
Sim. Em alguns casos, a união envolve apenas a pele e outros tecidos moles; noutros, pode incluir osso, cartilagem ou a unha.
Quais são os dedos mais frequentemente envolvidos?
A localização mais frequente é o terceiro espaço interdigital, entre o dedo médio e o anelar.
A sindactilia surge habitualmente isolada?
Na maioria dos casos surge isoladamente. Em algumas crianças, pode fazer parte de uma síndrome congénita ou coexistir com outras diferenças da mão ou do pé.
Em que consiste a cirurgia da sindactilia?
A cirurgia liberta o espaço entre os dedos unidos e procura criar um espaço interdigital adequado, permitindo que os dedos fiquem separados.
Porque pode ser necessário um enxerto de pele?
Depois da separação pode não existir pele suficiente para cobrir todas as superfícies dos dedos. Nessa situação, pode ser usado um enxerto de pele colhido do cotovelo, braço ou virilha.
Qual é a diferença entre sindactilia simples, complexa, completa e incompleta?
Na sindactilia simples, a união envolve pele e tecidos moles; na complexa, existe também união óssea ou cartilagínea. É completa quando se estende até à extremidade dos dedos e incompleta quando abrange apenas parte do seu comprimento.
Como é avaliada a sindactilia?
A avaliação inclui a observação de ambas as mãos, dos membros superiores e, quando indicado, dos pés e de outras características associadas. Podem ser pedidas radiografias para verificar se existe envolvimento ósseo ou outra alteração do esqueleto.
Todos os casos precisam de cirurgia?
A cirurgia é a única forma de separar fisicamente os dedos, mas nem todas as sindactilias ligeiras e incompletas causam limitação funcional. A decisão é individual; a sindactilia dos pés, em particular, pode não necessitar de operação quando não provoca problemas funcionais ou de calçado.
Em que idade costuma ser realizada a cirurgia?
Muitas correções da mão são planeadas por volta do primeiro ano de vida. O momento exato varia conforme os dedos envolvidos, a complexidade, o crescimento e o risco de deformidade, pelo que deve ser definido pelo cirurgião que acompanha a criança.
A cirurgia é realizada com anestesia geral?
Habitualmente, a correção cirúrgica da sindactilia em crianças é realizada sob anestesia geral. A avaliação pré-operatória confirma a adequação e permite explicar o plano anestésico à família.
Porque podem ser necessárias várias operações?
Quando três ou mais dedos adjacentes estão unidos, pode não ser seguro separar todos os espaços na mesma cirurgia, porque é necessário proteger a circulação sanguínea de cada dedo. Nesses casos, o tratamento pode ser realizado por etapas.
Como é habitualmente a recuperação?
A mão ou o pé é protegido com um penso volumoso, tala ou gesso durante algumas semanas, conforme a técnica utilizada e a evolução da cicatrização. Devem ser seguidas as instruções sobre proteção do penso, controlo da dor, elevação do membro e consultas de revisão.
Quais são os principais riscos e pode ser necessária nova cirurgia?
Os riscos incluem hemorragia, infeção, dificuldade de cicatrização, perda parcial do enxerto ou retalho, lesão de nervos ou vasos, alterações da unha, contratura e progressão da pele para o novo espaço interdigital. As cicatrizes tendem a suavizar com o tempo, mas o crescimento pode tornar necessária uma nova correção em alguns casos.
Esta informação é geral e não substitui uma avaliação médica individual.