Substituição de Próteses e Cirurgia de Revisão
Substituição de Próteses e Cirurgia de Revisão
Correção de complicações ou melhoria de resultados de uma cirurgia mamária anterior.
O que é?
As razões mais comuns para uma cirurgia de revisão incluem contratura capsular, rutura do implante, alteração da posição ou da forma, deformidade em bolha dupla, assimetria, queda da mama ou vontade de mudar o volume ou o tipo de prótese.
Quando um implante é colocado, o organismo forma naturalmente uma cápsula de tecido cicatricial em seu redor. Se essa cápsula engrossar e apertar, pode comprimir a prótese e alterar a consistência ou a forma da mama. A revisão é planeada de forma individual e pode recorrer à técnica anterior ou a uma técnica diferente, incluindo mastopexia, reposicionamento, substituição ou remoção dos implantes e, quando indicado, lipofilling.
As próteses atuais não têm de ser substituídas apenas por terem atingido uma determinada idade. Na ausência de complicações, a decisão depende da avaliação clínica, do estado dos implantes e dos tecidos e dos objetivos da paciente.
Procedimentos que se podem associar
Perguntas frequentes
Respostas breves às dúvidas mais frequentes sobre substituição de próteses e cirurgia de revisão mamária.
O que é uma cirurgia de revisão de implantes mamários?
É uma cirurgia realizada após uma intervenção mamária anterior para corrigir uma complicação, melhorar a forma da mama, reposicionar ou substituir implantes, ou remover as próteses quando essa é a opção mais adequada.
Quais são os motivos mais frequentes para substituir ou rever implantes?
Os motivos mais comuns incluem contratura capsular, rutura, alteração da posição ou da forma, assimetria, deformidade em bolha dupla, queda da mama e vontade de alterar o volume ou o tipo de implante.
O que é a cápsula que se forma à volta da prótese?
A cápsula é tecido cicatricial que o organismo forma naturalmente em redor de qualquer implante mamário. Em condições normais é fina e flexível.
O que é a contratura capsular?
É o espessamento e aperto anormal da cápsula em redor do implante. Pode tornar a mama firme, dolorosa ou deformada e, nos casos mais significativos, justificar nova cirurgia.
A cirurgia pode corrigir uma rutura do implante?
Sim. A revisão pode permitir remover o implante danificado e, conforme o caso e a decisão da paciente, colocar uma nova prótese ou optar pela remoção sem substituição.
É possível alterar o tamanho ou o tipo de prótese?
Sim. A cirurgia de revisão pode ser planeada para alterar o volume, o formato ou outras características do implante, tendo em conta os tecidos existentes e o resultado pretendido.
A revisão pode corrigir uma prótese mal posicionada ou uma deformidade em bolha dupla?
Pode. A técnica é escolhida de acordo com a causa e pode exigir correção do espaço da prótese, reposicionamento do implante e tratamento dos tecidos mamários.
É possível retirar as próteses sem colocar novas?
Sim. A remoção sem substituição é uma possibilidade, mas a forma final depende do volume dos implantes, da elasticidade da pele e dos tecidos disponíveis. Por vezes pode ser útil associar uma mastopexia ou lipofilling.
Pode ser necessário associar uma mastopexia?
Sim. Quando existe queda ou excesso de pele, a mastopexia pode ser necessária para reposicionar e remodelar a mama durante a cirurgia de revisão.
É obrigatório substituir as próteses ao fim de 10 ou 15 anos?
Não existe uma substituição automática apenas pela passagem do tempo. Na ausência de complicações, a decisão depende da avaliação clínica, do estado dos implantes, dos tecidos e dos objetivos da paciente.
Quanto tempo demora a cirurgia?
A duração habitual é de aproximadamente 1h30 a 2h30, variando com a complexidade da revisão e com os procedimentos associados.
Que tipo de anestesia é utilizado?
A cirurgia é habitualmente realizada sob anestesia geral.
É necessário internamento?
Pode ser realizada em ambulatório ou com um dia de internamento, consoante a extensão da cirurgia e a evolução imediata.
Podem ser utilizadas as cicatrizes anteriores?
Frequentemente é possível utilizar a cicatriz preexistente. Em algumas situações pode ser necessário ampliá-la ou criar uma cicatriz adicional para executar a correção com segurança.
Como é habitualmente a recuperação?
A recuperação depende da cirurgia efetuada. Em muitos casos é possível regressar ao trabalho em cerca de 5 a 7 dias, desde que não envolva esforços, e retomar atividade física mais intensa a partir das 6 semanas.
A contratura capsular pode voltar depois da revisão?
Sim. Mesmo após o tratamento cirúrgico, a contratura capsular pode reaparecer. O risco depende de fatores individuais, do estado dos tecidos, do historial anterior e das características da nova cirurgia.
Uma cirurgia de revisão tem riscos diferentes da primeira operação?
Pode ser tecnicamente mais complexa devido à cápsula, às cicatrizes e às alterações dos tecidos. Uma complicação anterior pode também indicar uma maior predisposição para a mesma situação ou para outros problemas no futuro.
O que é o BIA-ALCL e quais são os sinais de alerta?
O BIA-ALCL é um linfoma raro associado sobretudo a implantes de superfície texturizada e desenvolve-se geralmente na cápsula ou no líquido em redor do implante. Aumento tardio persistente do volume, seroma, massa ou dor devem motivar avaliação médica.
Ter uma prótese texturizada significa que deve ser retirada preventivamente?
Não de forma automática. Na ausência de sintomas, a remoção preventiva sistemática não é geralmente recomendada apenas pelo receio de BIA-ALCL. O historial do implante e os riscos da cirurgia devem ser avaliados individualmente.
Pode ser necessária outra cirurgia no futuro, mesmo depois de uma revisão?
Sim. Os implantes não são dispositivos vitalícios e podem surgir novas alterações dos implantes ou dos tecidos. Ao longo da vida poderá ser necessária nova remoção, substituição ou correção, sobretudo em pacientes operadas em idade jovem.
Esta informação é geral e não substitui a avaliação individual em consulta.